|
Otimizando
o Tempo para Manutenção Preventivas para um ùnico Componente
ou Equipamento
Especialistas em manutenção
concordam que realizar trocas de componentes antes das falhas
ocorrerem (preventivamente) pode, dentro de certas circunstâncias,
representar sensíveis economias do que reparar o componente
quando a falha ocorrer (corretivamente). A chave é determinar
se a troca preventiva para um dado componente é apropriada,
e sendo, qual o melhor tempo para fazê-la. Este
artigo apresenta o conceito para se determinar o tempo
ótimo para realizar a troca para um único componente. (Observe
que apesar de utilizarmos o termo componente neste artigo, podemos
utilizar os mesmos princípios para decisões de troca relativas a
equipamentos e/ou linhas de produção.)
Deveria
um Componente ser Trocado Preventivamente ?
Dois requisitos devem ser levados em consideração
para verificar se a troca preventiva de um componente é necessária.
Primeiro, manutenções preventivas fazem sentido quando o componente
fica pior com o passar do tempo. Em outras palavras, com
o passar do tempo, o componente se torna mais sucetível a
falha ou está sujeito à desgaste. Se os dois requisitos
estão presentes em um equipamento, então a manutenção preventiva
é apropriada e um tempo ótimo (mínimo custo) para a realização
do reparo preventivo pode ser calculada.
Calculando
o Tempo Ótimo para o Reparo
 |
|
Figura 1: Custo de
Operação por Unidade de Tempo vs. Tempo de Operação
|
Para
calcular o tempo ótimo para troca de um componete, a
análise deve ser baseada no comportamento da taxa de falha
deste componente. Isto pode ser obtido utilizando técnicas
padrões de análise de dados de vida para determinar a distribuição
de vida do componente. Na maioria dos casos, a distribuição
de vida Weibull pode ser utilizada e pode ser calculda de
maneira fácil utilizando o software Weibull++. No caso
da distribuição Weibull, se o parâmetro de forma,
b, é maior do que um, então a taxa
de falha é crescente com o passar do tempo. Isto satisfaz
o primeiro requisito de trocas preventivas. (Observe que neste
caso não poderíamos ajustar uma distribuição exponencial pois
sua taxa de falha é constante). O segundo requisito que
irá justificar a troca preventiva depende do componete e pode
ser justificada se o custo da troca planeja ou preventiva
(CP) for menor do que o custo da troca não
planejada ou corretiva (CU).
Se
os dois requisitos forem satisfeitos, então o custo de operação
por unidade de tempo vs. tempo de operação pode ser plotado.
Podemos observar no gráfico (apresentado na Figura1),
que medida que o tempo passa os custos de reparo corretivo
aumentam (desde que a taxa de falha do componete aumente com
o tempo). Os custos com reparos preventivos irão diminuir
a medida que o tempo aumenta, ou seja, o custo cai a medida
que diminuem as necessidades de ações preventivas. O
custo total irá ser a soma desses dois custos. Em um ponto
(tempo t), existirá o ponto de custo mínimo o qual
determinará o tempo ótimo para a troca preventiva deste componente.
O
resultado deste gráfico pode ser melhor explicado pela seguinte
formulação matemática:
Onde CP
é o custo para cada ação preventiva, CU
é o custo para cada ação não planejada ou corretiva, e R(t)
é a função confiabilidade do componente. O tempo ótimo para
a troca pode ser facilmente obtido resolvendo a equação em
função de t de modo que:

Exemplo
Por exemplo, considere um simples caso de um componente
que ajusta a uma distribuição Weibull com o parâmetro de forma (b) igual a 2,5 e parâmetro de escala (h) igual a 1.000 horas. Se assumirmos
que o custo da troca corretiva é de $5 e o custo da troca
preventiva é de $1, o tempo de troca para um custo mínimo
(ótimo) para este componente seria de 493 horas, com um custo
de $0.003462 por hora. Isto é apresentado graficamente
na Figura 2.
Os softwares
BlockSim e
Weibull++ incluem
ferramentas que permitem desenvolver este tipo de análise.
 |
|
Figura 2: Gráfico -
Política para Otimização daTrocas
|
|