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Confiabilidade DOE com Co-variáveis
Neste artigo, apresentaremos um passo-a-passo de uma aplicação
prática de uma confiabilidade DOE usando o software
DOE++
da ReliaSoft.
Iremos também introduzir o conceito de co-variáveis, que são
fatores incontroláveis e que podem influenciar na resposta. Apresentando
co-variáveis no delineamento do experimento nos proporciona
uma análise e interpretação dos resultados mais acurados.
A
História
João trabalha como
engenheiro de confiabilidade para um laboratório de
desenvolvimento de produtos que desenvolve ferramentas manuais
de impacto. Durante o trimestre passado, eles realizaram uma
análise comparativa sobre os seus programas de planos de
confiabilidade. Um dos resultados da análise foi à necessidade
em adotar uma estratégia utilizando o conceito "Confiabilidade
para Projeto", em vez de depender apenas de testes para expor o
projeto e seus modos de falha. Durante o último ciclo do
produto, a estratégia de se basear apenas em testes foi provada
ser cara e ineficiente.
O novo ciclo de produtos para a ferramenta de manual deles, uma
pistola pneumática de pregos, já começou, e João tem um
orçamento de teste muito inferior do que no ciclo passado. Além
disso, o cronograma de desenvolvimento é mais agressivo, já que
a empresa espera uma competição para o lançamento de um novo
modelo no próximo ano.
João decide usar o delineamento de experimentos a fim de
maximizar a vida útil do produto (medido em ciclos até a falha).
Ele considera a realização de uma confiabilidade DOE usando um
fator de cinco, com um delineamento de dois níveis. Seus fatores
de controle são a pressão de operação, materiais dos pistões,
pistões com relação à taxa de comprimento do cilindro, diâmetro
da lâmina do motor e o material da válvula O-ring. Quando ele
está pronto para o desenvolvimento do experimento, percebe que
há outro fator que irá influenciar na resposta. As Carcaças nas
quais as unidades de teste serão montadas irão ser projetadas
com dois processos diferentes de endurecimento do aço. Com base
nas recomendações da equipe de engenharia mecânica, o processo
de endurecimento do aço das carcaças foi mudado de processo de
recozimento para recozimento pleno, com uma temperatura de
aquecimento de 400 ° C no recozimento inicial, passando para 800
° C no recozimento pleno. O processo de mudança resultou em uma
carcaça muito mais robusta. João está preocupado se esta
variável, não controlada, irá influenciar nos seus resultados e
mascarar o efeito de suas variáveis controladas. Com base no
número de lote, ele conhece o processo de endurecimento para
cada amostra. Decide assim, usar o processo de endurecimento do
aço para a carcaça como uma co-variável na sua experiência.
O que são Co-variáveis?
Co-variáveis no DOE são variáveis que influenciam a resposta, mas
não são estipuladas para interagir com qualquer um dos outros
fatores. Os
exemplos
de co-variáveis podem ser condições ambientais, os fornecedores,
matérias-primas, os operadores, lotes, configurações, lotes,
turnos, etc
A Análise de covariância utiliza a relação entre a variável de
resposta e uma ou mais variáveis para quaisquer observações que
estejam disponíveis, a fim de reduzir o termo errôneo
variabilidade e fazer o estudo se tornar mais poderoso
comparando os efeitos do tratamento
[1].
A co-variável, também chamada de
variável concomitante, não deve ser afetada pelos tratamentos. Se
for, então a análise de covariância irá falhar em mostrar alguns
dos efeitos que os tratamentos têm sobre a variável de resposta. Usar
co-variáveis em um modelo é uma abordagem alternativa para o
bloqueio.
Delineando Experimentos de Confiabilidade
João usa DOE++ para delinear e analisar o experimento.
Como ele está lidando com a confiabilidade de dados, ele
seleciona Confiabilidade DOE na etapa 1 do Assistente de
Projeto, como mostrado na Figura 1.

Figura 1: Selecionando Confiabilidade DOE no
Assistente de Projeto
Sua experiência será conduzida em dois níveis para cada um dos
fatores, assim ele escolhe dois níveis de projeto fatorial de
confiabilidade completos (com todas as combinações de fatores)
na etapa 2, como mostrado na Figura 2.

Figura 2: Selecionando um Projeto Fatorial Completo de
Confiabilidade de Dois Níveis
Com base nos pedidos de outro grupo de desenvolvimento, João já
espera remover algumas das unidades de teste antes de ocorrer à
falha. Portanto,
ele seleciona a opção para a qual os dados contenham suspensões,
como mostrado na Figura 3. Ele
também seleciona 6 para o número de fatores, que é a combinação
de cinco fatores de controle e uma co-variável.

Figura 3:
Especificando opções de dados e número de fatores
Ele, então, clica no botão Propriedades do Fator e entra com o
nome do fator, unidades do tipo (quantitativas ou qualitativas)
e respectivo nível baixo e alto, como mostrados na Figura 4.

Figura 4: Definindo as Propriedades do Fator
Ele clica em OK para fechar a janela de Propriedades do Fator e,
em seguida, na etapa 4 do Assistente de Projeto, ele clica no
link Ver em uma janela separada para fazer uma
verificação final do seu projeto, como mostrado na Figura 5.

Figura 5: Revisando o Projeto
Ele fecha a janela de revisão de projeto e clica em Concluir
para criar o projeto. No
Painel de Controle, ele clica no ícone Propriedades de
resposta.

Na janela Propriedades de resposta, ele insere o nome e as
unidades para a resposta, como mostrado na Figura 6.

Figura 6: Definindo as Propriedades das Respostas
João opta por utilizar uma distribuição de Weibull para a
análise, pois, sabe que a partir de dados do produto anterior,
que a distribuição Weibull irá descrever com precisão a vida
útil dos produtos da pistola de pregos. Ele também pode usar
Lognormal, sendo que, geralmente é uma boa opção para este tipo
de produto. Ele não considera exponencial, uma vez que, uma taxa
de falha constante, não se aplica.
Com base nas discussões com a equipe de produto, João decide
limitar o projeto para investigar apenas até as interações
bidirecionais, uma vez que três vias e interações de ordem
superior são consideradas insignificantes para a aplicação
específica. Para fazer isso, ele clica no ícone Selecionar
Efeitos.

Ele escolhe a opção Interação Bidirecional no Limite
por Ordem. Além
disso, desde o fator F (Housing
case heat treatment)
é uma co-variável, que inclui apenas o efeito principal do F
sobre a resposta e apaga todas as interações bidirecionais do F
com outros fatores. A
Figura 7 mostra essas configurações (note que para selecionar ou
desmarcar mais interações, o usuário teria que se deslocar a
barra para baixo).

Figura 7:
Seleção de efeitos e interações para incluir na análise
João está agora pronto para executar o experimento. Ele
prepara a área de teste e requisita às 64 unidades de teste com
as combinações específicas (tratamentos) do departamento de
prototipagem. Uma
semana mais tarde, todas as pistolas de pregos são entregues e o
teste começa.
Duas das unidades são suspensas
antes da falha, porque outro departamento solicitou amostras
para testes de integração pneumáticos.
Analisando os resultados
Após o teste está completo, João entra com a resposta (ou seja,
o número de ciclos para falha ou suspensão) para cada um dos
tratamentos no DOE + +, como mostrado na figura 8.

Figura 8: Confiabilidade Completa DOE para a Pistola de Pregos
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João clica no ícone Calcular

A Figura 9 mostra os resultados. A pressão de operação, o
diâmetro da lâmina do driver, o material da válvula O-Ring e da
interação entre a pressão de funcionamento e o material do
O-ring são fatores significativos. Além disso, a co-variável do
tratamento térmico da carcaça mostrou ser significativo. João
sabe que ele fez uma boa escolha incluindo esta co-variável em
sua análise, uma vez que ela possa ter mascarado os efeitos de
outros fatores.

Figura 9: Resultados da Análise Incluindo co-variável
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Para fins de comparação, a Figura 10 mostra os resultados das
análises sem incluir uma co-variável. Observe
que o diâmetro da lâmina do driver, que foi um fator
significativo na análise original, agora aparece como sendo
insignificante. A
exclusão da co-variável resultou no mascaramento dos efeitos dos
fatores de controle na resposta, o que leva a conclusões
imprecisas e enganosas.

Figura 10: Resultados da Análise Excluindo co-variável
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Reduzindo o Modelo
Quando João identifica os fatores significativos e suas
interações, ele prossegue com a criação de um modelo reduzido,
excluindo quaisquer fatores não-significativos e suas
interações.
Ele volta para a janela
Selecionar Efeitos e clica no botão Selecionar Efeitos
Significativos para selecionar apenas os efeitos que foram
determinados sendo significativos, como mostra a Figura 11, e
depois clica em OK.

Figura 11:
Seleção de Efeitos Significativos Para Criar Um Modelo
Ele clica novamente em Calcular para obter os resultados
do modelo reduzido, que são mostrados na Figura 12.

Figura 12:
Resultados do Modelo Reduzido
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Agora João já identificou os
fatores significativos que afetam a vida do produto, e com base
na experiência, ele pode prever a vida do produto para as
diferentes combinações de projeto. Ele
planeja usar estas previsões para a próxima revisão do projeto,
onde ele pode fornecer a equipe informações mais específicas de
predição da confiabilidade
a respeito com as escolhas alternativas do projeto.
Ele clica no ícone Previsão.

Na janela de previsão, ele entra com dois dos possíveis cenários
alternativos que foram discutidos. Ele
então obtém as previsões de vida característica (eta),
juntamente com um 90% intervalo de confiança bilateral, como
mostra a Figura 13.

Figura 13: Predizendo a Vida Característica
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Note que o DOE++ permite implementar confiabilidade DOEs
com dados censurados e completos , usando estimativa da
probabilidade máxima, em vez da análise de regressão. Também não
exige o pressuposto de que os valores tradicionais DOE de
resposta em qualquer nível de tratamento sigam uma distribuição
normal. No caso de uma confiabilidade DOE, distribuições de vida
que normalmente são bons modelos para a maioria dos produtos,
tais como a Weibull, Lognormal e Exponencial, são utilizados. [2]
Conclusão
Neste artigo apresentamos um exemplo passo-a-passo do
delineamento e
análise da confiabilidade DOE, utilizando uma co-variável. O
exemplo demonstrou a
utilização de co-variáveis no delineamento experimental e na
análise, proporcionando mais clareza nos resultados e reduzindo
a chance de que fatores significativos sejam mascarados.
Referências
[1] Kutner, Michael H., Nachtsheim, Christopher
J., Neter, John, and Li, William, Applied
Linear Statistical Models, New York: McGraw-Hill/Irwin,
2005.
[2] ReliaSoft Corporation, Experiment
Design and Analysis Reference, Tucson, AZ: ReliaSoft
Publishing, 2008. |