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Teste de Hipótese de Beta Comum em Análise de Crescimento da Confiabilidade e Sistemas Reparáveis
Este teste é importante porque adverte o analista sobre a possibilidade dos sistemas, que são supostos a serem similares, serem de fato diferentes (isto é, tenham comportamento diferente). Se o teste não comprovar esta suposição, o analista deve investigar as razões para a diferença entre os múltiplos sistemas e possivelmente dividir os dados para análises separadas e diferentes. Note que em análise de crescimento da confiabilidade ou sistemas reparáveis, os sistemas precisam ter na mesma configuração todo o tempo. Ou seja, se um reparo ou uma melhoria for executada em um sistema, esta deve ser executada através de todos os sistemas para manter a consistência entre os vários sistemas e para evitar de criar uma amostra não-homogênea. O teste de hipótese de beta comum testa se outras diferenças estão presentes entre o sistemas. Este artigo descreve este teste e e mostra um exemplo ilustrativo aplicando o teste.
O teste de Hipótese de Beta Comum é aplicado aos seguintes tipos de dados disponíveis no RGA 6:Múltiplos Sistemas (Tempos Equivalentes Desconhecidos), Sistemas Reparáveis e Frotas. Como mostrado por Crow[1], suponha que um número k de sistemas são postos em teste. Cada sistema tem uma função de intensidade dada pela Eqn. 1.
quando q = 1, ... , K.
Você pode comparar a função de intensidade de cada sistema pela
comparação do
Tomamos
onde:
Então cada sistema, assume que:
são condicionalmente independente distribuídos com variável aleatória Qui-Quadrado com 2Mq graus de liberdade. Quando K = 2, você pode testar o número de hipótese Ho, usando a seguinte estatística:
Se Ho,
é verdade, então F é igual
onde:
Também, temos:
Calculado a estatística D, temos que:
A estatística D aproximadamente distribuída com uma variável aleatória Qui-Quadrado com (K - 1) graus de liberdade. Então, após calcular D, consulte a tabela Qui-Quadrado com (K - 1) graus de liberdade para determinar os pontos críticos. Ho é verdade se a estatística D estiver entre os pontos críticos.
Exemplo
Tabela 1 - Dados dos Sistemas Reparáveis
Dado que a função densidade para o sistema qth é:
o teste de
hipótese β1 =
β2, que assume um nível de significância igual a 0,05.
Calculando
Então:
Usando a Eq. 3, calculado a estatística F com um nível de significância de 0,05.
F = 2.0980 Desde que 1.2408 < 2.0980, a hipótese que β1 = β2 é aceita ao nível de significância de 5%. Agora suponha que se deseja testar a hipótese que β1 = β2 = β3. Calculando a estatística D usando a Eq. 4.
Usando a tabela Qui-Quadrado com K-1 = 2 graus de liberdade, o valor para os percentis 2,5 e 97,5 são 0,1026 e 5,9915, respectivamente. Desde que 0,1026 < D < 5,9915, a hipótese β1 = β2 = β3 é aceita ao nível de significância de 5%.
Esta análise pode ser repetida no RGA 6. Os dados são inseridos em uma planilha de dados para múltiplos sistemas fazendo as seguintes seleções do tipo de dados em Data Type Expert:
O conjunto de dados são inseridos como se segue:
O nível de significância pode ser especificado em User Setup (disponível no menu File) inserindo o nível requerido na caixa Significance Level ná página Data Folio, como mostrado a seguir.
Após analisar os dados, o resultado do teste de CBH (Rejeita ou Não=Passed) será mostrado na área de resultados do painel de controle do Data Folio, como mostrado na figura.
Mais detalhes dos resultados do teste CBH podem ser encontrados na janela Results, que podem ser acessados selecionando Show Other e então Statistical Tests no menu Data.
A janela de resultados mostrando acima nos diz que 0.1026 < D < 5.9915, entretanto os dados passaram no teste de CBH (isto é, pode ser assumido que os valores dos betas são iguais e que os sistemas possuem comportamentos similares).
Referência: 1. Crow, L.H., "Reliability Analysis for Complex, Repairable Systems in Reliability and Biometry," SIAM, ed. by Proschan and R. J. Serfling, Philadelphia, Pennsylvania, pp. 379-410, 1974. |
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